quinta-feira, 12 de novembro de 2009

À ESPERA DE UM TELEFONEMA



imagem: http://www.aldrin.com.br/portifolio/portifoliodesign.html - Curso: Design Gráfico Universidade Tiradentes - UNIT Aluna: Clarissa




Sabe...

Ontem eu fiquei aqui esperando você retornar a ligação.

E você nada!

Mas continuei a esperar, e esperando fiquei pensando:

Porque será?

Será que foi porque choveu?

Ou porque se esqueceu?

Ou porque não deu?

E você nada!

E eu? Esperando e esperando pensando:

Talvez a bateria arriou.

Ouu quem sabe o cansaço lhe venceu?

Ou será que não estava a fim de conversar?

Então, por que não me avisou?

E você nada!

E eu? Esperando e esperando pensando:

Será que vai ligar?

Bom! pediu para esperar.

Mas será que vai retornar?

E você nada!

Depois de muito tempo, eu continuava esperando e esperando pensei:

Que bobagem a minha ficar esperando!

Os motivos de você não me retornar a ligação, no fundo, bem no fundo, eu sei.


Eu só não sei por que liguei.

Rosa Berg
Juiz de Fora - MG
12.11.2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

DESISTI DE CONTINUAR TE AMANDO



"Quando me amei de verdade,
passei a derramar meus sentimenstos nos meus diários.
Esses parceiros adoráveis falam a minha lingua.
Não precisam de tradução"  (Kim McMillen & Alison McMillen)



E é assim que eu começo um novo dia. Conversando com as minha alma e derramando num diário

os meus sentimentos.

Meu corpo transpira turbulências, fruto do calor das cores fortes das tintas com que pintei propositalmente os dias, as horas e o brilho do horizonte para que o brilho do sol ficasse ainda mais brilhante.

E fui pintando caminhos, plantando estrelas no meu céu, colhendo luas, tocando uma música

para não ouvir minhas vozes internas.

Confesso que dores eu senti. Chorei muito, mas continuei pintando, plantando, colhendo e brisando.

Coloquei meus sentimentos num balão e deixei o vento levar, pensando que o vento que fosse pra lá, voltasse pra ca.

Mas foi tudo em vão.

Foi mais uma história, foi mais um trem onde subi e dormir, e quando cheguei na estação lembrei-me de que eu havia emprestado meu coração e doado a minha alma, tatuando em mim inteira todas as falas que acreditei serem verdadeiras.

Não me arrependo, mas hoje já não sei dizer se os momentos bons valeram a pena., porque foi como colocar uma comida gostosa por pouco tempo na boca e e essa comida ficar muito tempo no corpo, como sobrepeso, e você ter que lutar muito para eliminá-la.

Eeu fiquei ridicula. Justifiquei cada abandono, cada retorno. Deixei-me seduzir por cada atitude que, aos meus olhos, sinalizaram possibilidades.

Doei cada minuto, cada pensamento, cada projeto, cada sonho, desde do início. Mesmo sabendo, no fundo, que tudo era fumaça. É verdade, tentei segurar fumaça.

Hoje, especialmente hoje, cai em mim, como um edifico sendo implodido.

Virei rapa de angu queimado, virei cansaço, virei sono, virei falta de tempo, virei estrupíco para os momentos bons.

Hoje, sou apenas porto, apenas remédio para quando surge desconforto.

Hoje, para o jardim sou apenas vaso morto.

Mas eu fui culpada por me deixar sentir assim. Por me deixar virar capim.

Não culpo ninguem, a não ser a mim.

E no meu desabafo,de mim para mim, só não vou mais fingir que estou bem quando não estou.

Não vou mais fingir que não sei o que sei.

Muito menos provar mais nada.

E não vou competir com o angu de ouro, já que sou rapa queimada.

Resolvi me amar de verdade.

Hoje, resolvi acabar com a discussão do meu coração com a minha razão.

Hoje, definitivamente, resolvi desisti de tentar continar te amando.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

NÃO DEMORES

Photobucket


Se queres ser meu amigo, não demores.

Não me importa que não seja demais

Mas de menos, jamais!

Sua medida é certa, precisa, perfeita.

É discreta, secreta, sem receita.

Não me tira a liberdade e só me traz felicidade,

Minha vontade você nunca sufoca.

Já está na minha vida, isso é o que importa.

Se queres saber, já aprendeste a ser amigo.

Eu adoro o jeito de tuas falas,

pois o teu verbo a minha alma embala

com um enorme carinho de improviso.

No teu silêncio suave, ouço as vozes do mundo

e sinto a calma da tua presença.

A tua ausência não existe mais.

Fiques tranqüilo meu amigo, eu tenho paciência.

E se for para encheres este meu rosto de lembranças,

dou-te o tempo que for preciso para acertares nossas distâncias.

Rosa Berg 09.09.2009

Este poema  foi uma ousadia, ou uma total falta de juízo em resposta ao amigo querido Wizard que, de presente, enviou o "Poema do Amigo Aprendiz" de Fernando Pessoa   

a imagem foi retirada do internet: estranhagarotaperfeita.blogspot.com 

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SENSAÇÕES


Sentimentos rabiscam-se em rascunhos

                              Reflexos da falta de nexos

                                                 das palavras que não me vêm.



Decepção a beira do abismo

                              Coração destruído pela audácia

                                                   das vozes interiores me dizendo não.



Emoções sem termômetros

                              Termômetros sem previsões.

                                                    Inverno na alma!

ROSA BERG

imagem: from zachstern2

INSANIDADE SERÁ MEU FIM?



Eu ando por aí
contando os passos,
contando as horas,
rezando o terço,
tecendo a vida sem endereço ,
pagando o preço dos meus tropeços,
buscando a sorte depois da morte
para um novo recomeço.

Eu ando por aí
contando estrelas,
soprando vento das minhas janelas,
cantando músicas que desconheço,
desenhando sombras com a luz de velas.
A minha alma está em alvoroço
porque a saudade ocupa todo o espaço
e, ainda por cima, dói doída no osso.

Perdi a senha da felicidade.
Perdi o rumo das minhas vontades.
Perdi a calma da neutralidade.
Perdi de mim, as minhas metades.
Insanidade será meu fim?
Fragilidades não me pertencem,
e delas, juro, não serei refém.
Sou ave branda que voa nas aragens.
Sou ave brava que enfrenta tempestades.
Sou um ser errático, lunático, dramático.
E se não sou fantástico, e não sou poeta
A poesia é a culpada por eu ser assim.

ROSA BERG

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CONJUGA-ME



Conjuga-me em seus delírios e crave-me no peito o punhal de suas afetividades.
Repagine o meu espírito com um repertório de sentimentos novos, para que eu construa um script, sem de palavras, nos meus debates existenciais.
Não necessito das narrativas para sonhar.
Minha sensibilidade se expõe ao seu bel prazer.
Não é aguçada por nenhum método ou teoria.
É dramática por si só e seu pretérito é imperfeito. E como é!
Mas é simples, sem forma, sem receitas.
As tonalidades de seus sonhos variam com as estações da alma. E as luzes de seus horizontes mudam o brilho conforme a brisa dos sentimentos.
Tem vôos rasantes.
Tem direções contrárias.
Tem rumos sem rumos.
Tem livros sem páginas.
Tem capítulos sem final.
Tem história sem parágrafos.
Tem estoque de desejos.
Tem desejos parcelados a perder de vista.
Tem em vista as urgências de alguns anseios que não podem ser a prestação.´
Minha alma conjuga-se com os esconderijos do silêncio.
Conjuga-se com as marcas deixadas na calçada da experiência.
Conjuga-se com o deslumbramento do olhar para um céu estrelado.
Conjuga-se, de um jeito gostoso e especial, com a curiosidade do que possa existir depois da montanha.
Conjuga-se com as incertezas de onde a vida possa me levar.
Conjuga-se com um carinho, com um chamego, com um cafuné, com um dengo, com um telefonema, com uma pergunta, com uma interjeição.
Conjuga-se com uma frescura, com uma conversa ao pé do ouvido, com as contradições, com um perfume bom.
Conjuga-se com o pulsar do coração.
Do meu, do seu, do nosso.
Rosa Berg

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O QUE IMPORTA



O que importa o que pensam de nós, se podemos dormir sossegados com as nossas consciências.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

COBIÇO O SOL NESSA MINHA CARA DE CHUVA



Ponto de partida.
Eu e os meus contrapontos, nas suas complexas conexões.
Entre o branco e o preto, ilógica e incoerente minha alma navega em estado apocalíptico nos debates íntimos do paraíso perdido.
Sentimentos escondem-se em narrativas cifradas por suas rochas subterrâneas.
Uma forma crua de acesso aos sons desafinados dos desejos e anseios estanques revelados no universo onírico de minha alma alarmada diante de mim mesma.
Na ordem desordenada do abalo sísmico do abismo que me guarda e me amedronta, me debruço e invoco a calma.
Quero uma calma mediática, harmônica e voraz.
Quero pensamentos mágicos roubando-me desse isolamento que me prende, com uma âncora, às esquinas de meus medos e às zonas de turbulências.
Minha urgência reflete-se no visível, no grito da alma, nos sentimentos bailarinos de minhas veias, no cansaço da tristeza, nos sonhos caídos por terra, nas distâncias insanas, nas sintonias dessintonizadas.
Coração está asilado. Sufocado. Sentimentos no avesso.
Cobiço o sol nessa minha cara de chuva, porque a vida não peguei emprestada.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AMOR PIRATEADO



Olho no espelho, e sentir-me não está fácil.
Dentro de mim, anjos e demônios se digladiam para ver quem ganha.
É o tempo.
O tempo da espera.
O tempo da demora para eu desmoronar diante dos obstáculos do cotidiano - distâncias e saudades na contramão da indiferença do silêncio, das mentiras e omissões, que como setas, me acertam.
Fantasias frustradas e sonhos congelados roubam a cena no meu palco de luzes apagadas.
Olho nos meus olhos sem óculos, numa recusa proposital em enxergar a minha auto-tortura, ou minha loucura. Quem sabe!
Porque a negação abriga sempre uma forma de loucura. Branda talvez! Mas loucura.
Tenho urgência!
Preciso preservar minha integridade e meus sentimentos têm um encontro com a verdade.
E a verdade é que liguei a chave de ignição, não verifiquei o freio e me joguei nessa viagem quando fui convidada, curtindo com sofreguidão a paisagem.
Céu, lua, estrela, estrada, sonhos, projetos, mimo e carinho- um pacote impossível de se rejeitar.
Nem ao menos tive o trabalho de verificar se tudo isso era original.
Paixão a primeira vista.
Depois amor a perder de vista.
No perder de vista, chegaram as prestações: abandono, solidão, amor pirateado.

Rosa Berg

terça-feira, 18 de agosto de 2009

CONJUGA-ME

Conjuga-me em seus delírios e crave-me no peito o punhal de suas afetividades. Repagine o meu espírito com um repertório de sentimentos novos, para que eu construa um script, sem palavras, nos meus debates existenciais. Não necessito das narrativas para sonhar. Minha sensibilidade se expõe ao seu bel prazer. Não é aguçada por nenhum método ou teoria. É dramática por si só e seu pretérito é imperfeito. E como é! Mas é simples, sem forma, sem receitas. As tonalidades de seus sonhos variam com as estações da alma. E as luzes de seus horizontes mudam o brilho conforme a brisa dos sentimentos. Tem vôos rasantes. Tem direções contrárias. Tem rumos sem rumos. Tem livros sem páginas. Tem capítulos sem final. Tem história sem parágrafos. Tem estoque de desejos. Tem desejos parcelados a perder de vista. Tem em vista as urgências de alguns anseios que não podem ser a prestação. Minha alma conjuga-se com os esconderijos do silêncio. Conjuga-se com as marcas deixadas na calçada da experiência. Conjuga-se com o deslumbramento do olhar para um céu estrelado. Conjuga-se, de um jeito gostoso e especial, com a curiosidade do que possa existir depois da montanha. Conjuga-se com as incertezas de onde a vida possa me levar. Conjuga-se com um carinho, com um chamego, com um cafuné, com um dengo, com um telefonema, com uma pergunta, com uma interjeição. Conjuga-se com uma frescura, com uma conversa ao pé do ouvido, com as contradições, com um perfume bom. Conjuga-se com o pulsar do coração. Do meu, do seu, do nosso.
Rosa Berg

QUERO FICAR NUA



Quero ficar nua!
Rasgar as minhas vestes da saudade.
Arrancar, da cabeça, minhas verdades.
E dos meus poros, as minhas vontades.

Quero ficar nua!
Extrair os rótulos dos meus sentimentos.
Deixar as lembranças se perderem com o vento.
E sair por aí, rumo ao esquecimento.

Quero ficar nua!
Totalmente despida da angustia da espera.
Livre do conflito alucinante que reverbera,
por todo o meu ser, como o rugir de uma fera.

Quero ficar nua!
E sair por aí andando sem as algemas
do desejo trôpego de ter você como tema
para esse amor sedento e completamente cego

Quero ficar nua!
Para sentir a chuva molhar a minha alma.
E assim, me abandonar, livre e calma,
no aconchego dos versos da lua, em mim.

Rosa Berg

SENTIMENTOS SEM CLICHÊS



SENTIMENTOS SEM CLICHÊS

Pouso o meu olhar sobre mim mesma, sobre meus sentimentos, sobre os meus sonhos, sobre minha alma, como um artesão buscando inspiração para o seu ofício.
Ando precisando fazer uma releitura das minhas ambientações internas nos moldes de um artista plástico quando da criação de um novo design e de uma nova estética.
A estrutura arquitetônica e o estado de conservação de meus sonhos estão visivelmente abalados nas suas de estruturas poéticas.
Abro as portas do meu coração para resgatar e preservar as emoções silenciadas e estocadas nos armazéns de minhas lembranças.
Meu espírito critico e inquieto anda cochilando pelos botequins dos pensamentos viciados e anseios confusos.
Preciso do cheiro de perfume bom em minha pele.
Quero essa minha alma atrapalhada caminhando pela vida fotografando sentimentos sem clichês.
Quero um beijo da lua no meu rosto de presente.
Quero beber a lágrima da saudade, num cálice de cristal.
Quero pescar risos de alegria, nas horas do meu dia
Quero a surpresa da frase feita de uma poesia.
Não quero sonhos sem futuro.
Quero cuidar de mim.
Rosa Berg


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