quinta-feira, 29 de outubro de 2009

DESISTI DE CONTINUAR TE AMANDO



"Quando me amei de verdade,
passei a derramar meus sentimenstos nos meus diários.
Esses parceiros adoráveis falam a minha lingua.
Não precisam de tradução"  (Kim McMillen & Alison McMillen)



E é assim que eu começo um novo dia. Conversando com as minha alma e derramando num diário

os meus sentimentos.

Meu corpo transpira turbulências, fruto do calor das cores fortes das tintas com que pintei propositalmente os dias, as horas e o brilho do horizonte para que o brilho do sol ficasse ainda mais brilhante.

E fui pintando caminhos, plantando estrelas no meu céu, colhendo luas, tocando uma música

para não ouvir minhas vozes internas.

Confesso que dores eu senti. Chorei muito, mas continuei pintando, plantando, colhendo e brisando.

Coloquei meus sentimentos num balão e deixei o vento levar, pensando que o vento que fosse pra lá, voltasse pra ca.

Mas foi tudo em vão.

Foi mais uma história, foi mais um trem onde subi e dormir, e quando cheguei na estação lembrei-me de que eu havia emprestado meu coração e doado a minha alma, tatuando em mim inteira todas as falas que acreditei serem verdadeiras.

Não me arrependo, mas hoje já não sei dizer se os momentos bons valeram a pena., porque foi como colocar uma comida gostosa por pouco tempo na boca e e essa comida ficar muito tempo no corpo, como sobrepeso, e você ter que lutar muito para eliminá-la.

Eeu fiquei ridicula. Justifiquei cada abandono, cada retorno. Deixei-me seduzir por cada atitude que, aos meus olhos, sinalizaram possibilidades.

Doei cada minuto, cada pensamento, cada projeto, cada sonho, desde do início. Mesmo sabendo, no fundo, que tudo era fumaça. É verdade, tentei segurar fumaça.

Hoje, especialmente hoje, cai em mim, como um edifico sendo implodido.

Virei rapa de angu queimado, virei cansaço, virei sono, virei falta de tempo, virei estrupíco para os momentos bons.

Hoje, sou apenas porto, apenas remédio para quando surge desconforto.

Hoje, para o jardim sou apenas vaso morto.

Mas eu fui culpada por me deixar sentir assim. Por me deixar virar capim.

Não culpo ninguem, a não ser a mim.

E no meu desabafo,de mim para mim, só não vou mais fingir que estou bem quando não estou.

Não vou mais fingir que não sei o que sei.

Muito menos provar mais nada.

E não vou competir com o angu de ouro, já que sou rapa queimada.

Resolvi me amar de verdade.

Hoje, resolvi acabar com a discussão do meu coração com a minha razão.

Hoje, definitivamente, resolvi desisti de tentar continar te amando.