quarta-feira, 9 de setembro de 2009

NÃO DEMORES

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Se queres ser meu amigo, não demores.

Não me importa que não seja demais

Mas de menos, jamais!

Sua medida é certa, precisa, perfeita.

É discreta, secreta, sem receita.

Não me tira a liberdade e só me traz felicidade,

Minha vontade você nunca sufoca.

Já está na minha vida, isso é o que importa.

Se queres saber, já aprendeste a ser amigo.

Eu adoro o jeito de tuas falas,

pois o teu verbo a minha alma embala

com um enorme carinho de improviso.

No teu silêncio suave, ouço as vozes do mundo

e sinto a calma da tua presença.

A tua ausência não existe mais.

Fiques tranqüilo meu amigo, eu tenho paciência.

E se for para encheres este meu rosto de lembranças,

dou-te o tempo que for preciso para acertares nossas distâncias.

Rosa Berg 09.09.2009

Este poema  foi uma ousadia, ou uma total falta de juízo em resposta ao amigo querido Wizard que, de presente, enviou o "Poema do Amigo Aprendiz" de Fernando Pessoa   

a imagem foi retirada do internet: estranhagarotaperfeita.blogspot.com 

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SENSAÇÕES


Sentimentos rabiscam-se em rascunhos

                              Reflexos da falta de nexos

                                                 das palavras que não me vêm.



Decepção a beira do abismo

                              Coração destruído pela audácia

                                                   das vozes interiores me dizendo não.



Emoções sem termômetros

                              Termômetros sem previsões.

                                                    Inverno na alma!

ROSA BERG

imagem: from zachstern2

INSANIDADE SERÁ MEU FIM?



Eu ando por aí
contando os passos,
contando as horas,
rezando o terço,
tecendo a vida sem endereço ,
pagando o preço dos meus tropeços,
buscando a sorte depois da morte
para um novo recomeço.

Eu ando por aí
contando estrelas,
soprando vento das minhas janelas,
cantando músicas que desconheço,
desenhando sombras com a luz de velas.
A minha alma está em alvoroço
porque a saudade ocupa todo o espaço
e, ainda por cima, dói doída no osso.

Perdi a senha da felicidade.
Perdi o rumo das minhas vontades.
Perdi a calma da neutralidade.
Perdi de mim, as minhas metades.
Insanidade será meu fim?
Fragilidades não me pertencem,
e delas, juro, não serei refém.
Sou ave branda que voa nas aragens.
Sou ave brava que enfrenta tempestades.
Sou um ser errático, lunático, dramático.
E se não sou fantástico, e não sou poeta
A poesia é a culpada por eu ser assim.

ROSA BERG